• Brasil é vice-líder em número de cirurgias plásticas

    23/10/2015 - Notícias

    Dados do primeiro semestre de 2015 trouxeram o Brasil como o segundo colocado no ranking de cirurgias plásticas no mundo. O país só perde para os Estados Unidos, e em terceiro lugar vem a China. Em 2011, foram feitas mais de 905 mil cirurgias, ou seja, houve um aumento de 43,9% em relação ao ano anterior, e um crescimento de 97% em quatro anos.

    O levantamento, realizado pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) juntamente com a SBCP, também apontou o fato de que a lipoaspiração voltou a ser o procedimento mais realizado no Brasil. Foram 211 mil cirurgias desse tipo em 2011, e 149 mil cirurgias de aumento de mama, que é a segunda mais feita por aqui. O país também lidera em rinoplastia e abdominoplastia, além do procedimento de aplicação de toxina butolínica.

    Confira mais dados interessantes registrados pela ISAPS:

    • Em 2013, foram realizadas mais de 23 milhões de cirurgias plásticas. Além do Brasil e Estados Unidos, México, Alemanha e Espanha foram os países que mais registraram procedimentos.
    • A aplicação de toxina butolínica é o procedimento mais popular do mundo.
    • Os homens representam 12,8% do total de pacientes de cirurgia plástica, em um total de mais de 3 milhões. Eles procuram mais por rinoplastia, ginecomastia, blefaroplastia, lipoaspiração e otoplastia.

    Fonte: Uol e SBCP

  • Célula-tronco no lugar da próteses

    01/12/2011 - Cirurgia Plástica

    Tema de pesquisa polêmica, o uso de células-tronco na cirurgia plástica é debatido cada vez mais por especialistas.

    No encontro mundial de cirurgia plástica, realizado na Turquia, em maio, o cirurgião francês Yves-Gerard Illouz arriscou uma previsão: no futuro, a prótese de silicone será totalmente substituída pelo uso de células-tronco.

    Ninguém contestou. O respeitado médico francês foi quem inventou a lipoaspiração, em 1978, e a lipoenxertia logo depois (que injeta a gordura retirada em outra parte do corpo da paciente), para citar duas técnicas que, cada uma em sua época, foram recebidas com desconfiança pela classe medica.

    O uso de células-tronco na cirurgia plástica vem sendo tema de pesquisas, debates e muita polêmica nos últimos anos. De acordo com os cirurgiões, já há médicos vendendo falsos tratamentos.
    A gordura contém células tronco, mas é preciso que fique vem claro que o simples fato de injetar gordura no corpo, como é feito na lipoenxertia, não pode ser chamado de aplicação de células-tronco.

    O que alguns médicos começam a empregar é gordura enriquecida com células-tronco. A novidade é uma técnica considerada simples, as mesenquimais e pluripotentes. “Tratamento ja utilizado na Clinica Rangel de Cirurgia plástica para melhorar a qualidade da pele e atenuar as rugas”.
    Funciona assim: um anestesista colhe o sangue do paciente na cirurgia, centrifuga e separa o ‘’plasma rico em plaquetas’’ (conhecido como PRP). A gordura aspirada é acrescida, então, desde plasma antes de ser enxertada na face ou no corpo do paciente. É assim que a mama pode ser reconstituída, dispensando o silicone.
    Técnica só é feita em laboratório. Outra técnica consiste em isolar, em laboratório, as células-tronco presentes na gordura lipoaspirada, para aproveitá-las na hora de injetar esta gordura novamente no paciente. As células de gordura, por si só, ja tem célula-tronco, uma dose extra da resultados mais duradouro no rejuvenescimento.

    Especialista em biologia molecular, Omar Lupi, da clínica Cryopraxis, acredita que o futuro caminha para a possibilidade de transformar o material raspado da bochecha do paciente em células-tronco:
    ‘’É um processo mais higiênico, mais pratico, e que pode gerar quantidade maior em células-tronco do que o processo de isolar a gordura.’’

    Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plastica, Sebastião Nelson ressalva que é difícil definir com exatidão os reais benefícios das células-tronco na plástica.
    ‘’É uma área em franca evolução, mas em estudos, apesar das ótimas perspectivas em relação ao tratamento de queimaduras, na recuperação da pele, por exemplo’’, diz.
    ‘’ Mais do que nunca, é preciso que os profissionais sejam cautelosos e éticos com a propaganda em torno do tema. ‘’

  • Nota alerta sobre a publicação feita na Revista Veja referente à suposta cartilha de regras para segurança nos procedimentos de Cirurgia Plástica

    29/04/2011 - Notícias

    O Dr. Fausto Viterbo, membro titular da SBCP, manifestou-se a respeito da matéria publicada em 18 de março de 2011, pela Revista Veja e outros jornais de renome do país. A reportagem informa sobre o lançamento de uma cartilha de segurança para procedimentos estéticos e cirurgias plásticas, creditada à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Leia aqui.

    Segue trecho da nota enviada pelo Dr. Fausto Vietrbo, mostrando seu descontentamento quanto à publicação da matéria sobre a cartilha e negando a autoria da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
    “Esta matéria nos coloca frente à opinião pública como médicos despreparados e irresponsáveis, necessitando que a diretoria de nossa Sociedade tome medidas cautelares, pois do contrário a população estará correndo riscos.
    Discutir segurança em nossos eventos é elogiável e necessário. Colocar na mídia da maneira irresponsável e altamente prejudicial à nossa classe, é inadmissível.
    Considerem que mesmo assim, notícia divulgadas inapropriadamente como esta, provocam danos muitas vezes de difícil reparação, pois juízes, advogados e mídia podem utilizar de maneira indevida mesmo com retratação posterior.”

    Ele ainda enviou uma carta a Folha de São Paulo, acompanhada de assinaturas de colegas da área médica. A jornalista responsável pela matéria informou que deverá ser feita uma retificação nos próximos dias. Segue a carta.

    Botucatu, 13 de abril de 2011.

    Ao Jornal Folha de São Paulo

    Prezados Senhores

    Em reportagem publicada por este importante jornal no dia 18 de março de 2011, na página C12, matéria com o titulo “Sociedade de Cirurgia Plástica lança Cartilha de Segurança”, sob responsabilidade da jornalista Juliana Venes, foi mencionado que a Comissão de Segurança da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica recomenda limite de quatro horas para qualquer procedimento cirúrgico e que o cirurgião deve solicitar no pré-operatório pelo menos dez exames.
    Por considerar estas recomendações equivocadas, nós, abaixo assinados, gostaríamos de esclarecer à população que não existe limitação de tempo para qualquer procedimento cirúrgico. O tempo é o necessário para que o procedimento seja feito com a maior segurança possível ao paciente e visando o melhor resultado estético e reconstrutivo.
    Da mesma forma não existe número mínimo ou máximo de exames pré-operatórios. Os exames são solicitados de acordo com diversos aspectos tais como saúde do paciente, tipo e porte da cirurgia.
    Estes esclarecimentos são fundamentais para que não haja dúvidas aos leitores.
    Esta foi uma iniciativa de um grande número de membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica abaixo assinados.

    Atenciosamente,

    Fausto Viterbo
    Prof. Livre Docente da Disciplina de Cirurgia Plástica / Faculdade de Medicina de Botucatu / UNESP
    Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica/ Regional São Paulo, biênio 2002-2003.
    Membro da Sociedade Brasileira de Microcirurgia Reconstrutiva
    Membro da Federación Ibero Latinoamericana de Cirugia Plástica y Reconstructiva
    Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Craniomaxilofacial
    Membro da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica
    Membro da World Society for Reconstructive Microsurgery
    Membro do Conselho Editorial da Revista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
    Membro do Conselho Editorial da Revista Journal of Reconstructive Microsurgery

    A SBCP ainda não se manifestou sobre o assunto, mas divulga que está preparando um manual informativo com orientações de segurança para o exercício da atividade. O objetivo é reforçar as normas básicas que envolvem os procedimentos cirúrgicos e evitar danos à saúde dos pacientes. A previsão de lançamento do manual é em agosto e deve ser distribuído pela comunidade médica e demais interessados. Saiba mais no site da SBCP.

  • 27° Jornada Sul Brasileira de Cirurgia Plástica

    26/04/2011 - Cirurgia Plástica

    Nos dias 28 a 30 de abril, Gramado recebe a 27° Jornada Sul Brasileira de Cirurgia Plástica, no Hotel Serrano Resort. O tema central desta edição é o Contorno Corporal, cuja programação científica explora toda a abrangência do assunto.

    O Evento homenageia o Dr. Carlos Oscar Uebel a nível regional,  a Dra. Lydia Masako Ferreira a nível nacional e homenageia o convidado internacional, Dr. Constantino Mendieta, dos Estados Unidos.

    A Jornada promove nova edição do Mutirão da Cirurgia Plástica, onde pacientes selcionados receberão uma cota de solidariedade, através de cirurgias plásticas gratuitas realizadas por um grupo de cirurgiões plásticos voluntários.

    O Evento é promovido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

    Mais informações no site da SBCP.

    http://www2.cirurgiaplastica.org.br/index.php?option=com_wrapper&view=wrapper&Itemid=224

  • Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica lança cartilha de segurança

    21/03/2011 - SBCP

    A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) lançou na última sexta-feira, 18 de março, uma cartilha reunindo regras a serem seguidas para garantir maior segurança nas cirurgias, com o objetivo de oficializar as orientações e conscientizar os profissionais do que deve ser feito antes, durante e depois de cada intervenção.

    Com a finalidade de limitar o número de procedimentos realizados na mesma cirurgia, por consequência reduzir os riscos, o tempo limite de cada cirurgia deve ser de quatro horas, período que não permite mais de duas intervenções.

    Na questão dos exames pré-operatórios, o paciente deverá realizar mais de 10 exames, como hemograma, glicose, raio-X de tórax e um específico de anestesia, ponto bastante delicado do processo cirúrgico, visto que até mesmo a anestesia local está sujeita a trazer agravantes se não conduzida de forma adequada. Para garantir a total segurança do paciente, será exigida a presença do anestesista durante todo o processo cirúrgico, sendo este também responsável por encaminhá-lo à sala de recuperação.

    O local da cirurgia deverá ser próximo a um banco de sangue e a uma UTI, caso ocorram complicações.

    De acordo com Ewaldo Bolivar de Souza Pinto, Presidente da Comissão de Ciência e Segurança da SBCP, ainda não havia uma orientação formal da entidade sobre os procedimentos cirúrgicos.

    As recomendações aplicadas sobre os equipamentos dos hospitais e centros cirúrgicos são regidas pelo Conselho Federal de Medicina.

    Fontes: Zero Hora (Ed. 18/03/2011)

    Revista Veja On-line (18/03/2011)