Cirurgia pós-parto deve ser bem pensada

02/12/2015 - Cirurgia Plástica

A gravidez é um momento que acarreta em muitas mudanças corporais na mulher, como transformações hormonais e adaptações orgânicas. E essas mudanças muitas vezes resultam em incômodos com o corpo ao fim do processo gestacional, o que às vezes faz surgir o desejo de realizar uma cirurgia plástica que os solucione, ou que simplesmente faça o corpo voltar a ser como antes.

Porém, não é recomendada a realização de procedimentos estéticos antes do bebê completar 8 a 12 meses pelo menos, que é o intervalo de tempo pós-parto em que o corpo já deve ter regularizado seu funcionamento. Mas ainda assim, só é indicada a cirurgia se a mulher já estiver com o peso próximo do seu normal, pois a ideia não é emagrecer, mas atingir maior harmonia das formas. Por exemplo, é comum que mulheres procurem pelo procedimento de correção de mamas, já que elas tendem a apresentar flacidez e de poderem apresentar leve queda. Também há quem deseje aplicar prótese de silicone nos seios por ter gostado de como eles ficaram durante a lactação. Mesmo assim, qualquer procedimento estético nas mamas só pode ser feito após três meses do fim do período de amamentação.

Lipoaspiração, abdominoplastia e drenagem linfática também são bem procurados pelas novas mamães. No entanto, para realizar qualquer um desses procedimentos deve-se pensar que o pós-operatório para quem acabou de fazer um parto é bem mais complicado, pois a sensibilidade é maior e são necessários cuidados especiais e extremo repouso, um pouco difíceis quando se tem um recém-nascido em casa. E vale lembrar que os primeiros meses de vida do bebê criam os laços mais fortes com a mãe, essenciais para a saúde de ambos. Por isso, vale ponderar e pensar bem antes de decidir fazer uma cirurgia nessas condições, mas se o desejo persistir, é possível programá-la para quando o tempo indicado de espera acabar.

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